DISCREPÂNCIA DE CONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA NA EMERGÊNCIA DE UM HOSPITAL PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA

  • Maria Emília Carneiro de Oliveira
  • Tiago Falcão Dias dos Santos
  • Nadja Layane Gomes Santiago
  • Bruno Rodrigues Alencar
  • Aline Silva Gomes Xavier
  • Silvone Santa Bárbara da Silva

Resumo

Discrepância é qualquer diferença entre os medicamentos que o cidadão usa antes da admissão hospitalar e os medicamentos prescritos no hospital. O objetivo deste estudo foi identificar a incidência de discrepâncias de conciliação medicamentosa no setor de emergência de um hospital público no estado da Bahia, Brasil. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, realizado com cidadãos admitidos na emergência, nos meses de abril e maio de 2014. Para a coleta de dados, utilizou-se a entrevista estruturada e análise dos prontuários. Os dados foram analisados mediante estatística descritiva. Os resultados apontaram que a prática da conciliação medicamentosa ocorreu em 23,4% dos prontuários para alguns medicamentos e em 6,5% para todos os medicamentos. Foram encontradas 141 discrepâncias, nas quais 50,34% não requeriam esclarecimentos com o prescritor. Dos prontuários com discrepâncias que não requeriam esclarecimentos, 88,7% possuíam apenas uma discrepância, 9,9%, duas e 1,4%, três. A sua maioria (89,74%) devido ao início de um novo medicamento justificado pela situação clínica do cidadão. Já nos prontuários com discrepâncias que requeriam esclarecimentos, 95,7% possuía apenas uma e 4,3%, duas, sendo a maioria (94,52%) por omissão de medicamentos. A média de discrepâncias por cidadão foi de 1,83. Concluiu-se que a incidência de discrepâncias de conciliação medicamentosa no setor de emergências de um hospital público do estado da Bahia foi total nos casos analisados e existem falhas na comunicação entre os trabalhadores da saúde, usuário e familiar.


Palavras-chave: Conciliação medicamentosa. Segurança do paciente. Emergência.

Biografia do Autor

Maria Emília Carneiro de Oliveira

 Farmacêutica. Feira de Santana, Bahia, Brasil.

Tiago Falcão Dias dos Santos

Médico. Feira de Santana, Bahia, Brasil.

Nadja Layane Gomes Santiago

Graduanda do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil.

Bruno Rodrigues Alencar

Farmacêutico. Mestre em Saúde Coletiva. Docente do Departamento de Saúde da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil. 

Aline Silva Gomes Xavier

Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Docente do Departamento de Saúde da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil. 

Silvone Santa Bárbara da Silva

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Departamento de Saúde da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil. 

Publicado
2018-08-04
Como Citar
CARNEIRO DE OLIVEIRA, Maria Emília et al. DISCREPÂNCIA DE CONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA NA EMERGÊNCIA DE UM HOSPITAL PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. Revista Baiana de Saúde Pública, [S.l.], v. 42, ago. 2018. ISSN 2318-2660. Disponível em: <http://rbsp.sesab.ba.gov.br/index.php/rbsp/article/view/2874>. Acesso em: 19 nov. 2018. doi: https://doi.org/10.22278/2318-2660.2018.v42.n0.a2874.
Seção
Artigos originais de temas livres