FORÇAS MATERNAS UTILIZADAS DURANTE A HOSPITALIZAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO PREMATURO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL

  • Karolina Carvalho da Silva
  • Bruna Brandão da Silva
  • Cinthia Reis Almeida
  • Luciano Marques dos Santos
  • Nalú Pereira da Costa Kerber

Resumo

Planos e expectativas são criados em torno do nascimento, porém quando esse evento ocorre prematuramente e o recém-nascido é levado para uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, a família, em especial as mães, precisa enfrentar seus medos e fortalecer-se para auxiliar o bebê. Esta pesquisa objetivou analisar as forças utilizadas por mães de recém-nascidos prematuros hospitalizados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Trata-se de um estudo multicêntrico do tipo descritivo e qualitativo, realizado com 13 mulheres que tiveram parto prematuro, cujos recém-nascidos foram hospitalizados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Geral Clériston Andrade e do Hospital Inácia Pinto dos Santos, em Feira de Santana, Bahia. Os dados foram coletados entre maio de 2014 a dezembro de 2015, por meio de entrevista semiestruturada, e foram analisados pela Análise de Conteúdo. Os resultados indicaram que poder ter o contato e cuidar do recém-nascido durante cuidado intensivo modifica o sentimento materno de vulnerabilidade, deixou a mãe mais fortalecida para enfrentar a situação. Conclui-se que, torna-se necessário que os trabalhadores de saúde atuantes na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal reconheçam as forças maternas, e da própria família, utilizando-as como recurso para o enfrentamento do processo de hospitalização do prematuro e das demandas decorrentes desse processo.


Palavras-chave: Enfermagem neonatal. Prematuro. Unidades de Terapia Intensiva Neonatal. Sentimentos. Relações mãe-filho.

Biografia do Autor

Karolina Carvalho da Silva

Enfermeira. Residente em Enfermagem em Terapia Intensiva pela Universidade Federal da Bahia. Salvador, Bahia, Brasil. 

Bruna Brandão da Silva

Enfermeira. Residente em Enfermagem em Terapia Intensiva pela Universidade Federal da Bahia. Salvador, Bahia, Brasil. 

Cinthia Reis Almeida

Enfermeira. Residente em Saúde da Criança e do Adolescente, Liga Álvaro Bahia contra Mortalidade Infantil – Hospital Martagão Gesteira. Salvador, Bahia, Brasil. 

Luciano Marques dos Santos

Enfermeiro. Mestre em Enfermagem. Doutorando pela Universidade Federal de São Paulo. Presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes, Enfermeiras Obstetras e Neonatais – seccional Bahia. Professor assistente do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil.

Nalú Pereira da Costa Kerber

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande. Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

Publicado
2018-08-04
Como Citar
CARVALHO DA SILVA, Karolina et al. FORÇAS MATERNAS UTILIZADAS DURANTE A HOSPITALIZAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO PREMATURO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL. Revista Baiana de Saúde Pública, [S.l.], v. 42, ago. 2018. ISSN 2318-2660. Disponível em: <http://rbsp.sesab.ba.gov.br/index.php/rbsp/article/view/2877>. Acesso em: 19 nov. 2018. doi: https://doi.org/10.22278/2318-2660.2018.v42.n0.a2877.
Seção
Artigos originais de temas livres