TRABALHO DE PARTO PREMATURO E MORBIDADES DURANTE A GESTAÇÃO: ASSOCIAÇÃO DE FATORES

  • Bruna Brandão da Silva
  • Cinthia Reis Almeida
  • Karolina Carvalho da Silva
  • Larissa Madalena da Silva Santos
  • Nalú Pereira da Costa Kerber
  • Luciano Marques dos Santos

Resumo

Apesar dos avanços tecnológico e científico, a prematuridade ainda representa um desafio para os serviços de saúde pública em todo o mundo, por tratar-se de um determinante de morbimortalidade neonatal. A etiologia do nascimento pré-termo é complexa e resulta de um conjunto de fatores inter-relacionados. Este estudo teve como objetivo verificar a associação entre a ocorrência de morbidades durante a gestação e o trabalho de parto prematuro. Trata-se de um estudo multicêntrico, quantitativo, do tipo caso-controle, realizado em dois hospitais públicos do interior da Bahia, no período de abril de 2014 a novembro de 2015. A amostra foi de 630 puérperas, sendo que 315 tiveram partos prematuros (casos) e 315 tiveram partos a termo (controles). Os dados foram coletados por meio da técnica da entrevista estruturada, com um formulário único pré-codificado. Os resultados apontaram que, dentre as morbidades maternas, foi observada significância estatística entre o nascimento prematuro e o sangramento vaginal (OR: 3.068; IC: 2.053-4.585; p=<0.0000001), a ameaça de trabalho de parto prematuro (OR: 2.147; IC: 1.301-3.543; p=0.002359) e as síndromes hipertensivas específicas da gestação (OR: 1.835; IC: 1.268-2.657; p=0.001205). Concluiu-se que o sangramento vaginal, a ameaça de trabalho de parto prematuro e as síndromes hipertensivas específicas da gestação associaram-se significativamente com a ocorrência de parto prematuro.


Palavras-chave: Gravidez de alto risco. Fatores de risco. Complicações na gravidez. Trabalho de parto prematuro.

Biografia do Autor

Bruna Brandão da Silva

Enfermeira. Residente em Enfermagem em Terapia Intensiva pela Universidade Federal da Bahia. Salvador, Bahia, Brasil.

Cinthia Reis Almeida

Enfermeira. Residente em Saúde da Criança e do Adolescente. Liga Álvaro Bahia contra Mortalidade Infantil – Hospital Martagão Gesteira. Salvador, Bahia, Brasil.

Karolina Carvalho da Silva

Enfermeira. Residente em Enfermagem em Terapia Intensiva pela Universidade Federal da Bahia. Salvador, Bahia, Brasil.

Larissa Madalena da Silva Santos

Enfermeira. Feira de Santana, Bahia, Brasil.

Nalú Pereira da Costa Kerber

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da Universidade Federal do Rio Grande. Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

Luciano Marques dos Santos

Enfermeiro. Mestre em Enfermagem. Doutorando em Ciências pela Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes, Enfermeiras Obstetras e Neonatais – seccional Bahia. Professor Assistente do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil.

Publicado
2018-08-04
Como Citar
BRANDÃO DA SILVA, Bruna et al. TRABALHO DE PARTO PREMATURO E MORBIDADES DURANTE A GESTAÇÃO: ASSOCIAÇÃO DE FATORES. Revista Baiana de Saúde Pública, [S.l.], v. 42, ago. 2018. ISSN 2318-2660. Disponível em: <http://rbsp.sesab.ba.gov.br/index.php/rbsp/article/view/2881>. Acesso em: 19 nov. 2018. doi: https://doi.org/10.22278/2318-2660.2018.v42.n0.a2881.
Seção
Artigos originais de temas livres