SUICÍDIOS NA PRÉ-ADOLESCÊNCIA, ADOLESCÊNCIA E EM ADULTOS JOVENS: COMPARAÇÃO DA CAPITAL GOIÂNIA COM O MUNICÍPIO DE MINEIROS

  • Tânya Marques Cardoso Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
  • Camila Botelho Miguel Centro Universitario de Mineiros
  • Renata Célia Moraes Cunha Vasconcelos Faculdade Morgana Potrich
  • Ferdinando Agostinho Universidade de Rio Verde
  • Karlla Kristinna Almeida Medeiros Secretaria Municipal de Educação
  • Wellington Francisco Rodrigues Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Resumo

O suicídio é um ato que interroga a relação de sentido com a existência, assunto geralmente evitado pela sociedade. Considerando o aumento do suicídio entre indivíduos jovens bem como as altas prevalências na região Centro-Oeste do país, neste estudo, objetivou-se relacionar os índices de suicídios da capital Goiânia a uma cidade do interior da região Centro-Oeste (Mineiros-GO), nos períodos da pré-adolescência, adolescência e em adultos jovens. Para isso, foi consultada base de dados do Ministério da Saúde, em um período de 10 anos (2006 a 2015). Fatores como sexo e causa da morte foram considerados. Os dados analisados, quantitativamente, permitiram apontar um número maior de suicídios entre os adultos jovens, em relação ao período da pré-adolescência e adolescência, o que pode ser relacionado com algumas características desses momentos contíguos da vida dos sujeitos e de seus contextos locais. Os dados também indicaram que o município de Mineiros apresentou índices maiores em comparação com a capital se relacionado ao número de mortes por enforcamento. Contudo, os dados permitem fortalecer de que as políticas públicas se fazem precisas e urgentes para atendimento desse público, não somente em grandes centros urbanos, mas também em municípios de pequeno e médio porte do interior dos estados brasileiros.


Palavras-chave: Suicídio. Adolescência. Juventude. Saúde coletiva.

Biografia do Autor

##submission.authorWithAffiliation##

Musicoterapeuta e Psicóloga. Doutora em Psicologia e Sociedade. Assis, São Paulo, Brasil.

##submission.authorWithAffiliation##

Doutora em Ciências da Saúde. Pós-doutorado em curso na Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Docente do Centro Universitário de Mineiros. Mineiros, Goiás, Brasil.

##submission.authorWithAffiliation##

Psicóloga. Especialista em Neuropsicologia. Mineiros, Goiás, Brasil

##submission.authorWithAffiliation##

Fisioterapeuta. Mestre em Gerontologia. Professor adjunto da Universidade de Rio Verde. Rio Verde, Goiás, Brasil.

##submission.authorWithAffiliation##

Nutricionista. Mestre em Gerontologia. Rio Verde, Goiás, Brasil.

##submission.authorWithAffiliation##

Doutor em Ciências da Saúde. Pós-doutorado em curso na Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal e Nível Superior.

Referências

1. Clayton T, Radcliffe N. Sustainability: a systems approach. London: Routledge; 2018.
2. Pieterse JN. Globalization and culture: global mélange. Lanham: Rowman & Littlefield Publishers; 2019.
3. Lovisi GM, Santos SA, Legay L, Abelha L, Valencia E. Análise epidemiológica do suicídio no Brasil entre 1980 e 2006. Rev Bras Psiquiatr. 2009;31(2):S86-93.
4. Reyes‐Portillo JA, Lake AM, Kleinman M, Gould MS. The relation between descriptive norms, suicide ideation, and suicide attempts among adolescents. Suicide Life Threat Behav. 2019:49(2):535-46.
5. Souza ERd, Minayo MCdS, Malaquias JV. Suicide among young people in selected Brazilian State capitals. Cad Saúde Pública. 2002;18(3):673-83.
6. Hertzman MA. Fatal differences: suicide, race, and forced labor in the Americas. Am Hist Rev. 2017;122(2):317-45.
7. Rogers JR. Theoretical grounding: the “missing link” in suicide research. J Couns Dev. 2001;79(1):16-29.
8. Schmidtke A, Bille‐Brahe U, DeLeo D, Kerkhof A, Bjerke T, Crepef P, et al. Attempted suicide in Europe: rates, trend. S and sociodemographic characteristics of suicide attempters during the period 1989–1992: results of the WHO/EURO Multicentre Study on Parasuicide. Acta Psychiatr Scand. 1996;93(5):327-38.
9. Platt S. Unemployment and suicidal behaviour: a review of the literature. Soc Sci Med. 1984;19(2):93-115.
10. Ribeiro KCS, Medeiros CS, Coutinho MPL, Carolino ZCG. Representações sociais e sofrimento psíquico de adolescentes com sintomatologia depressiva. Psicol Teor Prát. 2012;14(3):18-33.
11. Brasil. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília (DF); 1990 jul 16. Seção 1, p. 13563.
12. Brasil. Ministério da Saúde. Datasus [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; c2020 [citado em 2020 maio 8]. Disponível em: http://datasus.saude.gov.br/
13. Graphpad [Internet]. San Diego; c2018 [citado em 2020 maio 8]. Disponível em: https://www.graphpad.com/
14. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE divulga as estimativas populacionais dos municípios em 2016 [Internet]. Rio de Janeiro (RJ); 2016 [citado em 2020 maio 8]. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/9497-ibge-divulga-as-estimativas-populacionais-dos-municipios-em-2016
15. Arango HG. Bioestatística teórica e computacional. São Paulo (SP): Guanabara Koogan; 2001.
16. Krug EG, Mercy JA, Dahlberg LL, Zwi AB. The world report on violence and health. Lancet. 2002;360(9339):1083-8.
17. Nasio JD. Como agir com um adolescente difícil? Um livro para pais e profissionais. Rio de Janeiro (RJ): Zahar; 2011.
18. Pereira A, Cardoso F. Ideação suicida na população universitária: uma revisão da literatura. E-Psi. 2015;5(2):16-34.
19. Laranjeira PIC. A relação entre depressão e ideação suicida em jovens adultos: o papel mediador da desesperança e da dor mental [dissertação]. Évora: Universidade de Évora; 2015.
20. Lemes A. O suicídio na contemporaneidade: entre questões psíquicas e socioculturais [trabalho de conclusão de curso]. Ijuí: Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul; 2018.
21. Moretto MLT, Svartman BP, Freller CC, Massola GM, Crochík JL, Silva PF. O suicídio e a morte do narrador. Psicol USP. 2017;28(2):159-64.
22. Goethe JW. Os sofrimentos do jovem Werther. São Paulo (SP): Hedra; 2006.
23. Schneider B, Klager C, Chen IC, Burns J. Transitioning into adulthood: striking a balance between support and independence. Policy Insights Behav Brain Sci. 2016;3(1):106-13.
24. Furnham A. Young people’s understanding of society. London: Routledge; 2015.
25. Dias ML. Suicício: testemunhos de adeus. São Paulo (SP): Brasiliense; 1991.
26. Marín-León L, Barros M. Mortes por suicídio: diferenças de gênero e nível socioeconômico. Rev Saúde Pública. 2003;37(3):357-63.
27. Minayo MCS. Violência e saúde. Rio de Janeiro (RJ): Fiocruz; 2006.
Publicado
2020-06-26
Como Citar
CARDOSO, Tânya Marques et al. SUICÍDIOS NA PRÉ-ADOLESCÊNCIA, ADOLESCÊNCIA E EM ADULTOS JOVENS: COMPARAÇÃO DA CAPITAL GOIÂNIA COM O MUNICÍPIO DE MINEIROS. Revista Baiana de Saúde Pública, [S.l.], v. 42, n. 3, jun. 2020. ISSN 2318-2660. Disponível em: <http://rbsp.sesab.ba.gov.br/index.php/rbsp/article/view/2920>. Acesso em: 15 jul. 2020. doi: https://doi.org/10.22278/2318-2660.2018.v42.n3.a2920.
Seção
Artigos originais de temas livres