PLANEJAMENTO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: CONTRIBUIÇÕES DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL PARA AS PRÁTICAS NOS SERVIÇOS

Palavras-chave: Planejamento em saúde, Atenção primária à saúde, Estratégia Saúde da Família

Resumo

Este artigo tem por objetivo discutir as estratégias, limites e avanços para o planejamento e programação em saúde em uma Unidade de Saúde da Família (USF), considerando-se as contribuições do projeto de cooperação da residência multiprofissional com a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, Bahia. Trata-se de um estudo descritivo e qualitativo, para o qual foi aplicado um roteiro de entrevista semiestruturado, que identificou estratégias, limites e avanços antes e depois de um projeto de intervenção em uma USF. Os resultados foram discutidos à luz de referencial e estudos sobre planejamento em saúde e Atenção Primária à Saúde. As estratégias para o alcance do planejamento antes e depois do projeto piloto foram muito próximas. No entanto, foram identificadas mudanças, como planejar junto à equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e o uso de instrumentos do planejamento. Após aplicação do projeto, alguns limites permaneceram, dentre eles, os recursos materiais, humanos e financeiros. Os avanços apontados pelos participantes incluem a realização de planejamento com envolvimento dos profissionais, engajamento e entrosamento entre a equipe e o NASF. A inserção da residência foi um fator que contribuiu para o avanço do planejamento em saúde da USF estudada, no sentido da compreensão do planejamento, para a melhoria do comprometimento das equipes, na organização dos serviços prestados e na mobilização.

Biografia do Autor

Andrea Lais Santos e Santos, Universidade Estadual de Feira de Santana

Sanitarista. Especialista em Saúde Coletiva sob forma de Residência Multiprofissional em Planejamento e Gestão em Saúde. Simões Filho, Bahia, Brasil.

Mariluce Karla Bomfim de Souza, Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia

Enfermeira. Doutora em Saúde Pública. Docente do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA). Salvador, Bahia, Brasil.

Referências

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria n. 2.436, de 21 de setembro de 2017 [Internet]. 2017 [citado em 2019 nov 23]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html

Garcia PT, Reis RS. Gestão pública em saúde: o plano de saúde como ferramenta de gestão. São Luís (MA): Universidade Federal do Maranhão; 2016.

Teixeira CF. Enfoques Teórico-metodológicos do Planejamento em Saúde. In: Teixeira CF, organizadora. Planejamento em Saúde: conceitos, métodos e experiências. Salvador (BA): EDUFBA; 2010. p. 17 32.

Brasil. Lei n. 8.080 de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências [Internet]. 1990 [citado em 2019 nov 23]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8080.htm

Brasil. Ministério da Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de planejamento do SUS (PlanejaSUS): uma construção coletiva, trajetória e orientações de operacionalização. Série B. Textos Básicos da Saúde. Brasília (DF); 2009.

Vieira FS. Avanços e desafios do planejamento no Sistema Único de Saúde. Ciênc Saúde Colet. 2009;14(Supl. 1):1565 77.

Elia PC, Nascimento MC. A construção do plano local como atribuição das equipes de Saúde da Família: a experiência de três áreas programáticas do Município do Rio de Janeiro. Physis. 2011;21(2):745 65.

World Bank. Brazil. Governance in Brazil’s Unified Health System (SUS). Raising the Quality of Public Spending and Resource Management [Internet]. 2007 fev 15[citado em 2019 nov 27]. Disponível em: http://documents.worldbank.org/curated/en/173721468019759944/pdf/366010BR.pdf

Domingos CM, Nunes EFPA, Carvalho BG. Potencialidades da Residência Multiprofissional em Saúde da Família: o olhar do trabalhador de saúde. Interface (Botucatu). 2015;19(55):1221 32.

Estrela C, organizador. Metodologia científica: ciência, ensino, pesquisa. 3a. ed. São Paulo (SP): Artes Médicas; 2018. (Métodos de pesquisa).

Gomes R. A análise de dados em pesquisa qualitativa. In: Minayo MCS, organizadora. Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 18a ed. Petrópolis (RJ): Vozes; 2001. p. 67 80.

Vilasboas ALQ. Planejamento e programação das ações de vigilância da saúde no nível local do Sistema Único de Saúde [Internet]. Rio de Janeiro (RJ); Fiocruz; 2004 [citado em 2020 jan 27]. Disponível em: http://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/proformar_6.pdf

Arantes LJ, Shimizu HE, Merchan-Hamann E. Contribuições e desafios da Estratégia Saúde da Família na Atenção Primária à Saúde no Brasil: revisão da literatura. Ciênc Saúde Colet. 2016;21(5):1499 510.

Cruz MM, Souza RBC, Torres RMC, Abreu DMF, Reis ACG, Gonçalves AL. Usos do planejamento e autoavaliação nos processos de trabalho das equipes de Saúde da Família na Atenção Básica. Saúde Debate. 2014;38(N. esp.):124 39.

Paim JS. Gestão da atenção básica nas cidades. In: Rassi Neto E, Bógus CM, organizadores. Saúde nos aglomerados urbanos: uma visão integrada. Brasília (DF): Organização Pan-Americana da Saúde; 2003. p. 183 212.

Publicado
2020-03-31
Seção
Artigos originais de temas livres