ANÁLISE DESCRITIVA DO COMPORTAMENTO DE ADULTOS NA PARTICIPAÇÃO EM ATIVIDADE FÍSICA NA CIDADE DE SALVADOR, BAHIA, BRASIL

  • Dartel Ferrari Lima Universidade Estadual do Oeste do Paraná http://orcid.org/0000-0002-3633-9458
  • Lohran Anguera Lima Santa Casa de Misericórdia de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-8303-5588
  • Laize Biesdorf Winter Universidade Estadual do Oeste do Paraná http://orcid.org/0000-0001-6403-8129
  • Vitor Henrique Souza Santana Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Rosineide Soares Corral Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Ruan Alessandro Kanitz dos Santos Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Lauana de Lima Tosti Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Palavras-chave: Atividade motora, Vigilância em saúde pública, Vigilância populacional, Epidemiologia

Resumo

O objetivo deste estudo é fornecer informações sociodemográficas e de características individuais de adultos, relacionados à participação de atividade física (AF) da população residente na cidade de Salvador, Bahia, na expectativa de gerar informações que auxiliem a elaboração de políticas públicas direcionadas à promoção da saúde da população soteropolitana. Foram analisados dados de 2.030 adultos (≥ 18 anos de idade) de ambos os sexos, participantes do sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2018. Os homens estavam fisicamente mais ativos do que as mulheres no lazer e no trabalho, enquanto as mulheres estavam mais ativas nas atividades domiciliares. Ser solteiro e/ou divorciado e ter maior escolaridade parece favorecer a participação em AF. Entre os cinco tipos AF recreativa mais praticados, a caminhada foi a atividade mais prevalente em ambos os sexos, com 24,7% e 21,3% da população feminina e masculina, respectivamente, seguida de musculação (7,2%), ginástica geral (5,0%), futebol/futsal (4,0%) e corrida (3,0%). A participação de musculação, futebol/futsal e corrida foi mais frequente na parcela masculina da população, enquanto a participação de ginástica geral foi alavancada pela atuação feminina. A persistência dos estereótipos de gênero pode explicar, em partes, a diversidade e a prevalência em certas modalidades de AF entre homens e mulheres. A continuidade e a periodicidade do monitoramento da AF pelo Vigitel permitirão o acompanhamento das tendências comportamentais da população de Salvador em relação à participação de AF, enquanto estudos futuros, com metodologias apropriadas, poderão explicar as diferenças dos padrões de AF entre os sexos.

Biografia do Autor

Dartel Ferrari Lima, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Fisioterapeuta. Doutor em Medicina Preventiva. Docente na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Marechal Cândido Rondon, Paraná, Brasil.

Lohran Anguera Lima, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Médico. Especialista em Ortopedia e Traumatologia. Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. São Paulo, São Paulo, Brasil.

Laize Biesdorf Winter, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Acadêmica de Educação Física. Graduanda na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Marechal Cândido Rondon, Paraná, Brasil.

Vitor Henrique Souza Santana, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Acadêmico de Educação Física. Graduando na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Marechal Cândido Rondon, Paraná, Brasil.

Rosineide Soares Corral, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Acadêmica de Educação Física. Graduanda na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Marechal Cândido Rondon, Paraná, Brasil.

Ruan Alessandro Kanitz dos Santos, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Acadêmico de Educação Física. Graduando na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Marechal Cândido Rondon, Paraná, Brasil.

Lauana de Lima Tosti, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Lauana de Lima Tosti. Acadêmica de Educação Física. Graduanda na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Marechal Cândido Rondon, Paraná, Brasil.

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Publicado
2020-03-31
Seção
Artigo de Revisão